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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

29/04/16

Eu sempre soube que tínhamos ido depressa demais. Entreguei-me, de corpo e alma. Encontrei em ti o que não tinha há meses: as mensagens queridas, a ansiedade em veres-me ou a preocupação em relação a mim, a confiança e o bem-estar... Aquelas duas semanas foram as melhores, parecia que conhecíamo-nos há meses, o que na verdade já nos conhecíamos. Mas só 1 mês depois nos vimos pela primeira vez e ainda me lembro desse dia como se tivesse sido ontem. No dia a seguir foi quando demos o nosso primeiro beijo. Falaste-me da tua vida e eu falei da minha, mas mal sabia eu que ainda tinha tanto para conhecer de ti. Era o fim de semana do Santo Cristo, fim de semana mais longo da minha vida mas no entanto quando estávamos passava tão depressa. Parecíamos namorados pela forma que estávamos e conversávamos, mas na altura eu já devia saber que nem de perto o chegaríamos a ser. 6 meses se passaram desde então. 6 meses nessa montanha russa. E nem sei se "montanha russa" é o nome mais acertado, visto que a nossa história é mais sobre idas e voltas. 6 meses e uma parte de mim continua sempre presa a ti. Presa à esperança que chegará um dia em que quando voltares, será para ficares deves. Que não será para na semana a seguir partires e deixares-me sozinha de novo. Não sabes o quanto isso mexe comigo, porque sempre que voltas parece que nunca chegaste a partir e embora eu diga para mim que não vou ceder, que vou-me manter erguida e que vou demonstrar que não te quero mais, a verdade é que basta pores um "gosto" em alguma coisa minha nas redes sociais que eu volto a ser a mesma rapariga apaixonada. Como foi o que aconteceu no teu aniversário, não te ia dizer nada até teres ido às minhas fotografias meter gosto para me chamar a atenção. Porque eu sei que fizeste isso já com a certeza que eu iria te ligar ou mandar mensagem. E foi o que eu fiz. Liguei-te a desejar os parabéns, e falámos como se nem tivéssemos deixado de nos falar durante 2 meses, pois tu tens essa mania: de deixares de falar comigo do nada. Num dia dás esperanças, no outro dia viramos desconhecidos. Nunca tivemos um meio termo, ou somos 8 ou 80. E eu queria tanto que de uma vez por todas conseguíssemos ser 40 ou algo do gênero mas que pelo menos não virássemos desconhecidos quando te fartasses de mim. Porque, do que depender de mim, se não me disseres diretamente que não me queres mais na tua vida, e que queres "seguir em frente" de uma vez por todas, eu nunca o vou fazer, porque na minha cabeça não é que não sintas nada. Tu apenas não queres sentir pois tens medo. Mas não precisas. Eu gosto de ti e posso vir a gostar muito mais, só depende de ti. Percebe isso, por favor.