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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Quando uma porta se fecha, outra se abre*

Todos nós cometemos erros, deixamos de escutar as pessoas quando elas dizem que estamos erradas porque não queremos admitir para nós próprias que é essa a verdade. Lutamos, a pessoa falha mas continuamos a lutar por ela porque a ideia de aquilo que tu mais gostas acabar, dá-te um terrível medo de ficares sozinha, sem teres ninguém para abraçar. Sem teres aquela pessoa para abraçar. Por isso continuas a tentar, dizes para ti própria: "Estou cansada. Não aguento mais!" mas mesmo assim parece que há uma vozinha dentro da tua cabeça que diz: "Tenta só mais essa vez." e tu tentas, porque não queres ser aquela rapariga que foi fraca ao ponto de desistir. E então tu continuas mais uma vez, nessa montanha russa de emoções que vão de felicidade, alegria para dor, tristeza, raiva. Muita raiva mesmo. Mas como sempre, o que começa acaba e mais cedo ou mais tarde tu terias que acordar para perceber que isso não é digno de se chamar uma relação. Uma relação em que há mais discussões do que felicidade e tranquilidade entre os dois não é uma relação. Tu pensavas que eras feliz, mas não o eras porque passavas mais noites a chorar do que noites a adormeceres com um sorriso nos lábios por estares contente por lhe ter na tua vida. Não o eras porque só tu é que lutavas, tu é que tentavas arranjar mais uma razão para não desistir da pessoa que tu amavas. Mas para quê continuar numa relação em que só tu é que tentas fazer com que as coisas melhorem e mesmo assim a outra pessoa não compreende as medidas que tomaste e começa a insultar-te? Uma coisa que nunca se deve perder numa relação é o respeito e pelos vistos perdemos isso, a partir de hoje. As coisas que tu fazes e me dizes, como consegues chamar os piores nomes do mundo à pessoa que mais te ajudou? À pessoa que mais lutou por esta relação, que sempre aguentou tudo e mais alguma coisa? Tanto erro que cometeste e ela foi sempre a primeira a perdoar, antes até de perdoares-te a ti próprio. Passado 1 ano e 4 meses, finalmente consegui pôr-me em primeiro lugar outra vez e quando faço isso não consegues fazer mais nada sem ser insultar-me? Sem ser humilhar-me e difamar-me? Pensava que eras melhor que isso, porque eu fui. Pus um ponto final nessa história que tinha mais baixos que altos, mas fi-lo por nós os dois. Não foi só por mim, foi por ti também, pois já nem eu e tu aguentávamos essas discussões doentias, o passado que vinha sempre à conversa e os erros que já cometemos os dois. Até porque os meus erros nem se comparam aos teus, porque uma das coisas que fui sempre nessa relação foi fiel. Ao contrário de ti, mas mesmo assim perdoei-te. Perdoei-te e tentei esquecer o que se tinha passado, as traições e mesmo quando estava sozinha eu pensava para mim que não irias voltar a fazer uma coisa dessas. Mas pelos vistos não era só isso que eu tinha de esquecer, porque a cada dia que passava as tuas atitudes pioravam, o que me levava a ter que esquecer isso tudo quando te perdoava outra vez. Tantos erros cometidos por ti, e tantas vezes que te perdoei para depois ser eu a criticada. Mas, finalmente, abri os olhos e agora olhando de fora para a relação que tínhamos e para as coisas que me disseste depois de ter acabado acreditas que não consigo pensar " apesar de tudo não me arrependo de nada"?! Porque a única coisa que me vem a cabeça foi o tempo que perdi dando-te oportunidades que tu nem merecias, enquanto outras pessoas lutavam por uma oportunidade que eu nunca lhes dei e tu que já tiveste tantas e nunca as aproveitaste. Por isso não, não foi bom. Tu não me fizeste bem, tu até despertavas a pior pessoa que eu podia ser e isso não era uma coisa boa. Agora sim vejo o que eu passei, o que eu sofri e aguentei. Dizem que não nos devemos arrepender de algo que já nos fez feliz, ou nesse caso, alguém. Mas sabes o que essa experiência toda trouxe-me de bom? Foi ter acabado por conhecer outro alguém.