Páginas

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Passámos por tanto.

Passámos por tanto. Houveram tantas fases boas como más. Mas nesse momento, por mais que queira, as coisas más são as últimas que me vêm à cabeça. Tenho tantas saudades. Não tenho saudades de tudo mas especificamente da forma como me conhecias. E quando digo "conhecer" não me refiro ao que eu gostava ou não de fazer nos meus tempos livres, na minha cor favorita ou até cantor. Refiro-me ao conhecimento que tinhas do meu corpo, do meu interior. De poder estar a vontade contigo porque eu acreditava e sentia-me completamente descansada que fizesse o que fizesse, o teu amor por mim não ia diminuir. Tenho tantas saudades. De ires lá a casa e eu fazer comida para ti, apesar de uma das vezes ter ficado algo não comestível; de acordar a teu lado e saber que apesar dos olhos inchados ou o cabelo despenteado tu ias continuar-me a achar linda pela manhã; da forma que eu encaixava perfeitamente no teu abraço ou até mesmo a tua forma lenta de beijar. Saudades de andar de mão dada na rua para que todos vissem que eu estava contigo e tu comigo. Que eu era tua e tu eras meu. E o mais triste é isso: "eras". Tantos planos para o futuro que pelos vistos acabou por nos trair aos dois. Agora só resta eu... e tu. Já não há um "nós", e eu admito que uma parte de mim quer-te de volta. Porque se tu voltasses, uma parte de mim também voltaria. Quero-te e não quero também. Se aconteceu o que aconteceu por alguma razão foi mas acredito que se for para tudo voltar a ser como antes, irá acontecer mas não agora... E o mais estúpido é que 1 mês para mim costumava ser muito, mas apesar de ter ficado sem ti há 3 meses atrás, parece que foi há 3 dias porque não há explicação para a dor que ainda permanece em mim.